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Médico Residente com FIES: suspenda as parcelas do FIES durante a residência com a carência estendida

  • anabazanadv
  • 30 de set.
  • 3 min de leitura

Nos últimos meses, cresce o interesse entre médicos residentes pelas novidades relativas à carência estendida do FIES para residência médica prioritária, um instrumento essencial para viabilizar financeiramente a especialização médica sem o peso imediato das parcelas do financiamento.


Médica residente de jaleco azul com máscara cirúrgica em hospital, representando profissionais que podem solicitar a carência estendida do FIES durante residência médica prioritária.

Você está iniciando a residência, recebe uma bolsa limitada, não tem tempo para plantões extras... e, mesmo assim, o banco já começou a cobrar as parcelas do FIES. A carência estendida do FIES para residência médica prioritária pode ser exatamente a saída que você precisa; e o melhor: esse direito está garantido em lei.


A realidade de muitos médicos recém-formados é um contraste doloroso: horas exaustivas em plantões, responsabilidades clínicas crescentes e uma renda que mal cobre o essencial. Quando as cobranças do FIES chegam antes do tempo, o impacto é imediato, emocional e financeiro.

O que muita gente não sabe é que há um direito pouco divulgado que pode mudar esse cenário: a suspensão legal dos pagamentos durante toda a residência. Este artigo explica como funciona, quem pode pedir, o que fazer diante de negativas e como um advogado pode atuar para garantir esse benefício.


O que é a carência estendida do FIES para médicos residentes?


A carência estendida é um benefício previsto no art. 6º‑B, § 3º, da Lei 10.260/2001, que faculta ao médico residente a suspensão do pagamento das parcelas de amortização do FIES durante todo o período da residência médica, desde que preenchidos determinados requisitos.


Em outras palavras: em vez de iniciar os pagamentos assim que termina o prazo normal de carência, o médico pode estender esse período até a conclusão da residência.


Quem pode requerer esse benefício?


A lei e os atos regulamentares impõem alguns requisitos obrigatórios:


  • Ser médico graduado com contrato ativo de FIES.

  • Estar matriculado em um programa de residência médica credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

  • Cursar uma especialidade prioritária definida por ato do Ministério da Saúde (anexo da Portaria Conjunta nº 03/2013).

  • Estar em dia com as obrigações do FIES no momento da solicitação.


As especialidades prioritárias incluem, entre outras: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Anestesiologia, Medicina Intensiva, Psiquiatria, Ortopedia e Traumatologia, e Radiologia.


Se houver qualquer dúvida sobre sua elegibilidade, especialmente quanto à especialidade ou à fase atual do seu contrato, o ideal é consultar uma advogada especializada. Isso garante que você não perca prazos ou oportunidades por falhas administrativas ou interpretações equivocadas. Uma análise técnica pode ser decisiva para evitar cobranças indevidas e preservar seus direitos.



Recentes decisões judiciais favorecem residentes


O cenário jurídico demonstra crescente respaldo para médicos que têm seu pedido de carência estendida negado. Exemplos recentes:


  • O TRF‑5 confirmou a suspensão da cobrança de parcelas do FIES para residente cujos pleitos foram atendidos judicialmente. (via Portal TRF5)


  • No TRF‑3 (São Paulo), uma decisões determinam que a carência seja estendida durante todo o período da residência. (via Tribunal Regional Federal da 3ª Região)


  • Casos em que os bancos ou o FNDE negaram administrativamente o benefício já ganharam decisões favoráveis em mandados de segurança, especialmente quando o contrato já estava em fase de amortização.


Vale mencionar que há debates judiciais quanto à extensão para segunda residência médica: alguns tribunais reconhecem o benefício quando ambas são consideradas prioritárias, enquanto outros sustentam limitação legal.


Como solicitar e o que fazer diante de negativas


Para requerer a carência estendida, o médico deve usar o sistema FIESMED, que é a plataforma oficial para esses pleitos.


  1. Registrar formalmente o pedido no sistema, informando dados da residência, contrato do FIES e especialidade.

  2. Acompanhar o status (muitas vezes consta como “pendente”) e documentar eventuais respostas ou negativas.

  3. Se o pedido for negado (por motivo administrativo ou técnico) ou não respondido, avaliar medidas judiciais, especialmente mandado de segurança ou ação de obrigação de fazer.


Mesmo que o contrato já esteja em fase de amortização, tribunais têm decidido que isso não impede o deferimento do benefício, desde que os requisitos estejam presentes.


A suspensão do FIES durante a residência é um direito seu!


Do ponto de vista prático, esse benefício representa alívio financeiro urgente para médicos residentes, que frequentemente vivem apenas com bolsas de residência e têm pouca margem para compromissos financeiros elevados.


Se você é médico residente e quer solicitar o benefício ou já solicitou, mas sofreu recusa ou demora na concessão da carência estendida do FIES, peça uma avaliação do seu caso e busque os meios jurídicos adequados para garantir esse direito.



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